É possível usar a tecnologia para auxiliar na análise de conteúdo?

Crédito: Gallery Hip

Na pós-graduação, temos publicações científicas a fazer, eventos, bancas e qualificações para participar, aulas a frequentar, créditos a cumprir, e muitas vezes em um tempo curto. Pensando em “aliviar” um desses itens – a pesquisa e publicação científica – por meio da tecnologia, pensei: de que forma que a tecnologia pode contribuir na análise de conteúdo?

A pesquisa qualitativa exige dedicação e tempo, pois envolve uma série de métodos que geram inúmeros materiais e, consequentemente, análise de um grande volume de informações. Por exemplo, uma pesquisa qualitativa feita por meio de entrevista, envolve a gravação e transcrição do conteúdo, anotações de campo, entre outros materiais, que passam por categorização para serem analisadas. Uma entrevista de cerca de 30 minutos rende aproximadamente 10 páginas de transcrição, sendo um volume considerável de informações a serem analisadas.

Buscando pela resposta, verifiquei que existem diferentes níveis em que a tecnologia estaria relacionada à análise de conteúdo:

  • tratamento do texto: relacionado ao “cortar e colar”;
  • categorização: operações de análise do texto;
  • análise de dados: operações estatísticas nos resultados.

E quanto à real possibilidade de uso da tecnologia para a análise de conteúdo, bom, existem prós e contras. Depende do tipo de análise a ser feita. Um aspecto que vale comentar é o de que o computador não identifica algumas questões da linguagem, como a ambiguidade de palavras, o que pode ser uma barreira para essa análise. Sendo assim, o uso da tecnologia para a análise de conteúdo é válido para:

  • Verificar a frequência com que uma palavra aparece no texto;
  • Analisar material complexo, que possui inúmeras variáveis, ou categorias e unidades a serem registradas;
  • Analisar material de forma sucessiva, em que o computador auxilia na preparação e no armazenamento dos dados;
  • Entre outras situações.

Conhecida as situações de aplicação da tecnologia na análise de conteúdo, deve-se ponderar se a tecnologia poderia de fato contribuir para a celeridade e qualidade de sua pesquisa.

E aí? Você utiliza a tecnologia para auxiliar na análise de conteúdo? Utiliza alguma ferramenta ou método? Qual?

 

* Por Paula Kaneoya. Com base em:

BARDIN, Laurence. A informatização da análise  das comunicações. In: ______. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

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Leitura de Imagens

Olá!

Além da análise dos textos acadêmicos é possível analisar também as imagens.
Existe uma preocupação, especialmente em relação às crianças, de se ensinar a ler imagens. Isso para que os pequenos se tornem mais críticos em relação àquilo que enxergam e não apenas receptores passivos de estímulos visuais.

Na academia podemos utilizar as imagens para uma avaliação qualitativa, seguindo alguns critérios de  análise, conforme discutimos em sala, como a proporção, balanço e movimento.

O Núcleo de Estudos Semióticos e Transdisciplinares da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC) promove o Seminário de Leitura de imagens para a Educação: Múltiplas mídias, onde são publicados artigos com as mais diversas análises de imagens em diferentes temas. Pessoalmente gostei muito do artigo “O sorriso do palhaço: uma análise semiótica em tatuagens como emblemas criminais” dos autores Philipi Schneider e Liane Carvalho Oleques (2014). É interessante como a tatuagem descrita nesse artigo afeta a sociedade e como a imagem do palhaço se transforma em um código. (Artigo disponível em: http://www.nest.ceart.udesc.br/wp-content/uploads/2014/06/Artigo09.pdf)

Para quem quiser dar uma olhada nos demais artigos segue o link: http://www.nest.ceart.udesc.br/?page_id=698

4 dicas para elaboração do RESUMO de um artigo científico

                                                                             Elaborado por Silvio Orsatto

Escrever um resumo em um artigo científico não é uma tarefa tão simples como possa parecer. A NBR 6028:2003 auxilia em descrever a “forma”, contudo o desafio persiste. São provavelmente as 250 palavras mais refletidas e expostas de um artigo. Assim, encontrar um “fórmula” que possa orientar a sua construção é uma boa garantia de sucesso na tarefa!

O prof. Clóvis Fernando Torres, do LAI/ITA, entre outras nos dá dicas preciosas para a elaboração de um resumo padrão. Após ressaltar que o resumo deve ser auto-explicativo e não deve haver citação bibliográfica, descreve quatro etapas para guiar a elaboração de um resumo eficiente.

São apenas quatro passos:

1.Declare o problema.

2.Declare porque o problema é um problema.

3.Escreva a frase que capture a essência da sua solução / contribuição.

4.Declare a implicação / conseqüência da terceira declaração.

(mais…)

A leitura e sua importância para a escrita

Por Joice A. Ramos

Escrever bem é um processo cíclico e está intimamente ligado aos hábitos de leitura.

A leitura proporciona importantes benefícios para que o ato de escrever flua de forma harmoniosa e consistente, onde o bom escritor é aquele que escreve de forma natural e dispensa o rebusque em suas falas.

Dessa maneira, a leitura deve ser vista como uma importante aliada para a construção de textos. Vale destacar, que é aconselhável que ela não ocorra de modo estritamente contemplativo ou informativo. É interessante que o leitor observe como está constituído, estruturado e formatado o texto que está lendo, a fim de verificar suas características mais marcantes. Tal ação poderá influenciar o novo escritor em sua prática escrita em concomitância à exposição e assimilação de estilos próprios de entrelaçamento das palavras.

Uma sugestão para incitar e iniciar o processo de escrita é recorrer a assuntos que cativem e despertem a atenção do escritor. Com isso, de modo gradativo, o escritor se familiazará com as técnicas de escrita e verá a atividade como algo natural e prazeroso.

Vamos lá!!! Leia e comece a escrever!!!

REFERÊNCIA

http://www.mundoescrito.com.br/como-superar-a-dificuldade-de-escrever/

“Quem não lê, não escreve!!!”

Conheço a professora Marilene da Rosa Lapolli e o seu projeto de extensão “Quem não lê, não escreve”.

Bons exemplos devem ser seguidos.

Vale a pena conferir lendo o artigo na íntegra!

LEIA MAIS: http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Cadernos_Academicos/article/view/2470/1758#.VESQvovF8gI

Open book with glasses and penImagem: http://static8.depositphotos.com/1445720/924/i/950/depositphotos_9246317-Open-book-with-glasses-and-pen.jpg

 

“O MÁGICO DE OZ” UMA SÓ HISTORIA DIVERSAS ANÁLISES – SIMBOLISMO

“O MÁGICO DE OZ” UMA SÓ HISTORIA DIVERSAS ANÁLISES – SIMBOLISMO
Nesta segunda feira Bárbara e eu vamos apresentar o seminário sobre Análise, no início do capítulo 05 os autores nos dão como exemplo para análise a história “O Mágico de Oz”.
Nunca li o livro nem assisti o filme, mas agora vou ler o livro devido a grande curiosidade que o mesmo está despertando. Ao colocar na internet o título buscando um resumo da obra apareceu um turbilhão de análises nada acadêmicas em sites, blogs e etc. que prenderam minha atenção pela interpretação subjetiva da história.
Selecionei um site onde ela é relacionada ao simbolismo, achei interessante. Amanhã no seminário falaremos das análises do ponto de vista político e psicológico.
Esse site relaciona a história com o simbolismo é para quem quer se distrair um pouco.
Link: http://danizudo.blogspot.com.br/2011/01/as-raizes-ocultas-de-o-magico-de-oz.html
Por Camila Isaton
Mestranda em Construção Civil – PPGEC

CARD SORTING

Por André Luiz Sens

O card-sorting é uma técnica simples usualmente utilizada em projetos de design de interação, como sites, softwares e outros sistemas informáticos. Ele serve para ajudar a definir taxonomias, hierarquias e outros elementos que contribuam para arquitetura informacional e usabilidade de suas interface gráficas. Pode ser feito de forma individual ou em grupo com os usuários.

O vídeo abaixo mostra como funciona a técnica:

Pensando na organização das fontes e ideias no desenvolvimento de uma síntese ou na estrutura de um artigo, essa ferramenta de design pode ser uma inovadora alternativa a ser considerada, além dos mapas mentais e outras ferramentas já utilizadas.

André Luiz Sens
Doutorando em Design
Pós-Design/UFSC